quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Pão da Vida




Há pessoas que pensam que na vida o dinheiro é tudo. Eu concordo que sem dinheiro não se pode fazer nada na vida. Eu pessoalmente penso que dinheiro é importante mas não é tudo. O tudo para mim é quando nós chegamos num ponto em que sentimos bem com aquilo que fazemos. Sentimos realizados. Sentimos felizes na vida mesmo a vida tem coisas menus boas, obstáculos, desafios e dificuldades. Porque eu acredito que a felicidade não vem por falta das dificuldades ou seja a felicidade não é sinal da ausência dos sofrimentos. 
Eu acredito muito que na vida é melhor fazer algo bom para a sociedade. Fazer pesquisas, estudos, ensinar numa universidade e dar palestras na sociedade é algo que mais atrai a mim. Neste caso porque eu tenho interesse muito em direito e a cultura então eu vou me focar nestes duas áreas. Fomentar direito com espírito cultural timorense. Isso é a minha intenção da vida. Mais do que isso para mim se eu puder fazer alguma coisa para a sociedade será melhor. Ou se eu entrar num partido político é para servir Deus nos outros. Partido político ou uma organização não governamental ou uma entidade qualquer se eu entrar é para servir Deus através das pessoas
            Na bíblia Jesus já disse «nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mat, 4:4). No tempo de Jesus em que não se valorizava muito a importância de dinheiro o pão era símbolo da vida. Pão era o alimento principal no tempo de Jesus. Não tinha pão não tinha vida. Aqui neste contexto podemos simbolizar o pão como símbolo de dinheiro. Porque com dinheiro podemos comprar alimento para viver. Dinheiro dá para pudermos viver. Então hoje em dia o dinheiro é símbolo da vida. Se não tem dinheiro não tem vida. Mas Jesus já nos ensina que afinal não. Esse pensamento é errado. Pois o dinheiro é importante mas não é tudo. Não é a essência da vida. Essência da vida é fazer a vontade de Deus e depois tudo se acrescenta e mais do que isso acreditar em Jesus. Jesus é o verdadeiro pão da vida. 


quarta-feira, 29 de junho de 2011

Eu, Igreja Católica e o Partido Político






A minha participação na vida política deve trazer o bem para a sociedade, para a vida dos outros, para a igreja católica. Para mim o partido político pode ser um dos meios para servir Deus, para a maior glória de Deus. Se não for assim eu vou desistir de qualquer partido político. Porque eu sou um homem livre e tenho toda a liberdade de escolher qualquer partido político que eu acho melhor. Mas todo para melhor servir Deus e os outros. Eu não prefiro ser uma pessoa importante em Timor nem quero muito dinheiro. Eu quero ser um homem simples com pouco que tenho mas posso fazer bem aos outros. Algo do mundo não vale nada. Um dia cedo ou tarde todos nós vamos deixar esta vida terrena e nós não vamos levar nenhum material connosco. É melhor fazer coisas boas para deixar no mundo para as pessoas puderem relembrar de nós. Servir Deus através dos outros, na comunidade na Igreja Católica. Se qualquer partido entrar em conflito com Igreja Católica então com muita pena eu tenho que deixar.
Eu já mostrei isso quando houve algum desentendimento entre partido Fretilin que eu era militante e que o meu avô também em 1975 era um dos delegados da Fretilin em Funar e o meu pai também fazia parte deste partido. Por fazer parte deste partido então em 1975 o meu pai fugiu para mato e foi assim que morreram os meus dois irmãos gémeos e uma irmã na guerra por causa da fome e do frio. Os meus pais tiveram uma longa história sobre isso. O seu comandante era um dos membros da Comité Central da Fretilin(CCF) chama-se Diogo Moniz da Silva. O pai de um dos meus primos. Dizem que ele assumiu um dos cargos importantes na primeira formação do governo da Fretilin em 1975. Porque Diogo Moniz da Silva morreu? Isso deixa para os historiadores a descobrir. Acho que os principais membros da CCF deviam saber o processo histórico e o porque ele morreu. Foi assim que o meu pai também não estava seguro naquele momento. Mas o que certo naquele momento havia duas fracções no seio da Fretilin. Então no tempo da Indonesia estamos a viver bem com os inimigos mas o nosso coração e a nossa alma sempre ligava sempre ao espírito da libertação da pátria. Mas naquela altura tivemos muito medo. Desconfiámos quase toda a gente. Então rezamos e vivemos sempre com esperança e de sonho um futuro Timor-Leste independente.
Em 1999, os meus pais em Laklubar fugiram para montanha e as milícias estavam a procura dos meus pais e da minha irmã para matar. Porque na minha casa estava tudo colado as fotografias do Xanana Gusmão e a bandeira do CNRT. A minha irmã ajudava UNAMET como local polling staff então dizem que foram elas as pessoas da "local polling staff da UNAMET" que ajudaram as populações idosas a votar pela independência. Então eles todos fugiram a esconder da milícia e dos militares indonésios. Eles foram para Funar, um suco que fica atrás de Laklubar. Lá os meus famíliares todos ajudaram as populações que refugiam em Funar. Em Funar o chefe de suco era o meu tio. O irmão da minha mãe. Foi ele que proibiu toda a população para não sair de Funar e ele organizou para atender bem as pessoas que foram refugiar em Funar. Essas pessoas eram pessoas cidadãos simples e da rede clandestina de Laklubar.
Eu estava a estudar no colégio de São José em Díli, o único colégio dos jesuítas em Timor-Leste. Eu com alguns familiares fomos obrigado a fugir para Kupang outro lado da ilha. Em Kupang eu procurei fugir para Austrália mas não consegui. Quando Interfet entrou para Timor-Leste com ajuda dos Padres da Igreja Assumpta com um tio meu (o cunhado de D. Carlos, SDB) nós voltámos para Timor-Leste em Setembro 1999.
Então em 2001 eu votei pela Fretilin para formar o primeiro governo constitucional. Eu estava contra os meus familiares da UDT. Eu entrava sempre em discussão com eles e eu defendia sempre Fretilin. Eu era simpatizante muito radical da Fretilin dentro da minha grande família. Eu como venho de uma família muito grande então eu tenho relações familiares com muitas pessoas. Eu tenho ligação familiar com um dos fundadores da UDT e um dos fundadores da Apodeti (partido pró indonésia) mesmo assim o meu avô, o meu pai com todos os seus irmãos eram da Fretilin e eu também era da Fretilin. Mas a minha mãe já era diferente, ela era da UDT. Os primos do meu pai eram da Apodeti. Por isso todos os meus familiares conheciam bem que eu era simpatizante radical da Fretilin. O meu pai já não tem vontade de participar na vida política. Os irmãos do meu pai ainda continuam ser simpatizantes principais da Fretilin em Funar. Hoje em dia os meus familiares espalham por todo os partidos políticos. Desde Fretilin, CNRT, UDT, PD, PSD, ASDT, etc. No tempo da Independência somos livres de escolher qualquer partido que achamos melhor servir o povo. 
Eles todas conheciam bem a mim que eu era da Fretilin. Mesmo assim como a minha família é uma família democrática então nós pudermos aceitar as diferenças de opiniões políticas entre nós. Para mim o mais importante e uma coisa inquestionável é a independência da pátria. Quando já estamos independentes então todos os partidos políticos têm o mesmo direito em governar o país desde que tem apoio do povo através da eleição. Mas devemos contruir Timor-Leste baseando nos valores culturais de Timor-Leste e valores cristãs da Igreja Católica.
Só que este partido entrou em conflito com a Igreja Católica e levou a Igreja Católica fazer manifestação durante muitos dias então eu decidi desde esse tempo para não votar mais nesse partido. Para mim Igreja Católica é muito importante. Por isso com  pedido de alguns amigos da família eu entrei num outro partido que respeita a democracia, tem boa relação com a Igreja Católica e com Portugal. Mas se este partido um dia entrar em conflito com a Igreja Católica então eu não vou pensar duas vezes para deixar também. Mas acredito que não. Porque este partido tem pessoas com visão democrática; um partido democrático e eu sou uma pessoa que respeita as diferenças que existem sem recorrer a violência, respeitar a dignidade da pessoa humana, a liberdade, as diferenças das opiniões políticas, religiões, culturais dos outros. 
Num país independente devemos ter o espírito de abertura, democracia, diálogo, amizade mesmo somos diferentes em alguns aspectos da vida mas pudemos contribuir para a paz e o desenvolvimento do povo, da pátria e da Igreja.

Oração de Santo Inácio





Na casta tradicional antiga timorense a família do meu pai era conhecida como guerreiro e juiz foi assim que eu gosto muito da ordem religiosa da Companhia de Jesus. Santo Inácio era um guerreiro nobre do país basco   que converteu e mudou a sua vida e serviu para a Maior Glória de Deus (Ad Maiorem Dei Gloriam) mas mais do que isso eu gosto mais na sua bela oração. Uma oração de total entregue ao Deus. Porque no mundo tudo passa, as coisas vêm e vão, mas Deus existe sempre. Confio sempre em Deus. Hoje eu posso tornar pior e amanha eu posso tornar melhor ou vice versa mas o que certo é Deus existe sempre e eu sempre ponho a minha total confiança em Deus. Só Deus é que pode tirar a minha fé Nele. Sou apenas um ser humano simples que tenho pontos positivos e negativos como os outros seres humanos mas mais do que isso com minha fragilidade  como ser humano eu acredito em Deus. 






O meu melhor oração de sempre

Oração de Santo Inácio

1. Tomai Senhor e recebei
Toda a minha liberdade,
A minha memória
E o meu entendimento,
Toda a minha vontade
E tudo o que eu possuo.
Vós mo destes,
A Vós o restituo.

2. Tudo é Vosso: disponde
Pela vossa vontade.
Dai-me apenas, Senhor,
O Vosso amor e graça,
Que esta me basta,
Que esta me basta.

Eu procuro traduzir isso para tetum
Orasaun husi Santu Inácio
1.      Na’i foti no simu ba
ha’u-nia liberdade  tomak,
ha’u-nia memória,
no ha’u-nia matenek,
Ha’u-nia hakarak tomak
No buat hotu ne’ebé maka ha’u soi
Ita-Boot maka haraik mai ha’u
No ha’u fó fila hikas ba Ita-Boot.
2.      Buat hotu Ita-Boot nian: lori halo tuir
Ita-Boot nia hakarak.
Haraik de’it mai ha’u, Na’i,
Ita-Boot nia domin no
Ita-Boot nia grasa,
Tanba domin no grasa Ita-Boot nian de’it to’o ona mai ha’u!

Tradusaun husi Hercus Santos

Eu e Mana Kirsty Sword Gusmão

Eu contribui também para as actividades que ela está a fazer em relação com línguas locais.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Associação dos Estudantes Timorenses de Braga, é uma utopia?

                


        Desde cá cheguei alguns conterrâneos meus apresentaram a mim uma ideia de fundar de novo Associação dos Estudantes Timorenses de Braga (AETB). Fundar de novo porque antes já existia essa associação( como a fotografia em cima indica). Em princípio eu aceitei esta bela iniciativa. Acho que uma associação dos estudantes timorenses deveria existir em Braga. Como nós sabemos uma associação tem como objectivo é sempre procurar solucionar alguns problemas que existem de uma forma melhor e adequada e pode tornar como um meio de estreitar laço de amizade, fraternidade, união entre nós os timorenses. Mais do que isso pode ser como um meio de como nós intervir melhor na sociedade onde estamos através da apresentação cultural, palestras, etc.
            Temos essa ideia comum de fundar de novo uma associação dos estudantes timorenses de Braga. Em várias actividades conseguimos fazer com este nome. Já tinha uma estrutura temporária para assumir temporariamente as actividades necessárias como por exemplo retiro de Páscoa em Soutelo juntamente com os estudantes timorenses do Porto, festa de confraternização entre os estudantes timorenses que se encontram em Portugal no Porto 2009, a recepção dos ministros dos estrangeiros e da educação, etc.
            Eu com alguns conterrâneos tentamos levar essa ideia pela frente.  Para realizar formalmente essa associação conseguimos fazer algumas reuniões com maioria dos estudantes timorenses que se encontram em Braga. Na última reunião conseguimos formar uma comissão para fazer Assembleia Geral para a aprovação dos estatutos da fundação de uma associação dos estudantes timorenses em Braga. Nesta reunião eu tive apoio de todos os conterrâneos para liderar esta Assembleia Geral e foi indicado também na reunião o conterrâneo Mario Tilman para dar apoio técnico na elaboração das actividades da Assembleia Geral.
            Está em baixo  o formato do plano da Assembleia Geral. Mas infelizmente este ideia de fundar de novo uma associação dos estudantes timorenses de Braga não foi concretizada por vários motivos.
Afinal acabei de ter consciência que é difícil reunir todas as pessoas de diferentes background, ideias, interesses e de tempo. Mais do que isso para mim uma associação de carácter intelectual deve ser bem pensada para fundar e não se pode fundar como se fosse uma obrigação mas deve ser como uma necessidade. Se não tivermos necessidade de existir essa tal associação é melhor desistir. Por isso uma associação dos estudantes timorenses de Braga fica por não existir.



ASSOCIAÇÃO DOS ESTUDANTES TIMORENSES DE BRAGA (AETB)
             ASSEMBLEIA GERAL DE APROVAÇÃO DO ESTATUTOS

I.                    Apontamentos das actividades históricas

Data                               Actividades                                 Resoluções       
                                                               
24    e Junho de 2010                                                                   
1.      Primeira reunião de Assembleia                                      

        - Prefacio                                                                 
                                               - Missão
                                               - Visão
                                               - Objectivos
                                               - Programa
                                               - Organograma
                                               - Artigos; 5, 7,8,10,20…
                                        2.   Forma equipa de trabalho

 27 de Julho 2010 
                                      1.  Encontro equipa de trabalho      Revê  os
                                                                                                     assuntos anteriores

                                             - Prefacio                                                                                                                          - Missão
                                               - Visão
                                               - Objectivos
                                               - Programa
                                               - Organograma
                                               - Artigos; 5, 7,8,10,20…
                                      2. Traça agenda do encontro de Assembleia
               Geral, tempo, procedimento, regras.
II.  Programa (Agenda)
2.1. Horário de encontro da Assembleia-Geral

Horas                                    Programa                                        Responsável
9.30-9.34h                          Introdução /abertura                    Moderador
9.34-9.40h                          Breves palavras                               Presidente da equipa  formatura
9.40-10.25h                        Debates 1ª fase                              Presidente da mesa, moderador
10.25-11.05h                     Debates 2ª fase                                idem
11.05-11.20h                     Conclusão                                          Mesa assembleia
11.20-11.30h                     Enceramento                                   Presidente da comissão
 2.2. Composição da Assembleia Geral
1. Presidente da mesa                     Hercus dos Santos
2. Secretario                                      1. Maríto Maia
                                                               2. Maria Lurdes
3. Moderador                                   Mário V. Tilman
4. Vogal                                               Paulo Alves
5. Membros                                      1. Filomena Tilman
                                                            2. Paulo S. Martins
2.3. Procedimentos
1. Exploração das ideias, perguntas, intervenções
2. Debates
3. Votação
4. Aprovação os artigos do estatuto

2.4. Regras do encontro da Assembleia-Geral
1. Cada membro da assembleia-geral tem direito de fazer intervenções; expressar as suas ideias e fazer perguntas.
2. Cada membro da assembleia-geral só tem direito de fazer uma oportunidade de fazer pergunta e intervenção.
3. As perguntas não podem ser repetitivas
4. Mesa da assembleia geral pode dar respostas dentro da sua possibilidade
5. Mesa assembleia geral tem direita de fazer intervenção para manter o bom funcionamento do encontro.

Obrigado pela participação.
Braga, 24 de Julho de 2010

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Se um dia eu vou te dizer que eu te amo




Se um dia eu vou te dizer que eu te amo isso não por causa da tua beleza física mas sobretudo é porque a tua elegância e beleza interior que sobressaem. Mais do que isso é porque eu vejo em ti uma uma mulher com potência para que eu e tu, nós os dois, pudermos dar o nosso melhor ao mundo e a nossa volta. Tu és uma mulher com qualidade. A beleza física é relativa e nada pode garantir a sua eternidade. Se a gente gosta de uma pessoa só pela beleza física, imagina se ela encontrar um acidente ou algo que faz com que ela perca a sua beleza física então esse momento será um desastre e será perigoso. A gente pode cair em tentação do divórcio. Todos nós não queremos este tal desastre acontece a nós e ninguém quer. Mas na vida ninguém sabe do futuro. Mas se apaixonarmos pela beleza interior e pela sua qualidade é que nós atraímos então essa paixão permanece para sempre seja o que for o aspecto físico no futuro. Mas a paixão deve vir por natural em cada coração do amante. Nada pode manipular a paixão e o amor. 
(Este pequeno texto não é dedicado a ninguém. Eu não escrevo para ninguém. É apenas uma pequena reflexão minha).



domingo, 5 de junho de 2011

Em caso da guerra, outros oficiais, escolhidos entre os datós






Em caso da guerra, outros oficiais, escolhidos entre os datós, e nomeados pelo governador português, comandam os guerreiros (Página 96 da última frase do primeiro parágrafo do Livro intitulado Timor em Guerra do René Pélissier). 



Com esta afirmação eu tenho certeza que o nome do meu bisavô o dato Jerimias Hahik  Wa'in deve estar nos alguns documentos oficias do Estado Timor-Português (deve estar num museu e arquivo do Estado Português sobre as suas colónias). 


Contaram a mim que ele era escolhido e chamado directamente pelo estado português em Timor-Português para fazer guerra ao lado dos portugueses. 


Dato Jerimias Hahik Wa'in era o sobrinho de D. João da Cruz (Liurai do reino de Funar) e cunhado de Liurai Luís Ferreira Soares que era Liurai do reino de Manelima. 



Devemos pensar que a história é só faz parte do passado. Nada mais nada menos.